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A educação atual enfrenta desafios cada vez mais complexos no que respeita à garantia do acesso, da permanência e do sucesso de todos os alunos, valorizando as suas singularidades e promovendo práticas verdadeiramente inclusivas. Em consonância com o Decreto‑Lei n.º 54/2018, que consagra a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, torna‑se essencial adotar metodologias que reconheçam e respeitem as diferenças individuais, culturais e sociais, potenciando o desenvolvimento pleno de cada estudante.

Neste enquadramento, os recursos didáticos de caráter lúdico assumem um papel particularmente relevante. Entre eles, destaca‑se o uso de fantoches, que favorece a comunicação, a expressão emocional e a interação social. Alinhado com a perspetiva socioconstrutivista de Vygotsky, o trabalho com materiais simbólicos promove a cooperação, o diálogo e o respeito mútuo — pilares essenciais de uma educação inclusiva.

Foi neste espírito que um grupo de alunos e professores do Agrupamento de Escolas de Santa Maria da Feira envolveu-se na criação e apresentação do teatro de fantoches “A Lenda de Afonso e a Noite das Bruxas no Castelo”, integrado no Projeto Educativo Viagem Medieval 2026 – O Condado Somos Nós. A iniciativa destacou‑se pela forte dimensão colaborativa, reunindo estudantes com diferentes ritmos, características e capacidades, todos unidos por um objetivo comum.

O processo de preparação revelou um ambiente de dedicação exemplar, marcado pela entreajuda constante e pela valorização das competências individuais. Cada aluno encontrou o seu espaço de participação ativa, contribuindo com entusiasmo e sentido de responsabilidade. As dificuldades foram superadas através do apoio entre pares, permitindo que talentos diversos emergissem e se complementassem. A apresentação final constituiu um momento de grande beleza, partilha e envolvimento comunitário, refletindo o empenho coletivo de todos os intervenientes.

O balanço da atividade é extremamente positivo. Mais do que uma representação cénica e fílmica, este teatro de fantoches afirmou‑se como uma verdadeira lição de cidadania, empatia e união. Demonstrou que a diversidade é uma riqueza e que a escola se constrói diariamente através da colaboração, do acolhimento e do compromisso de todos com uma educação mais humana, inclusiva e participativa.